Domingo, 5 de Outubro de 2008
Tenho de confessar que estou a ter problemas com este TPC. É para se escrever uma história que se passou connosco? Com alguém que nos conhecemos ou mesmo alguma coisa que vimos nas notícias? Ou posso inventar algo de raiz? Uma ideia minha completamente criada de novo?

Tive uma ideia que gostava de vos perguntar se é de alguma forma boa e se serve para este trabalho. Chamei-lhe "luta de palmas" e no fundo seria um sketch humorístico sobre a competitividade na plateia de um programa da tarde. Imagine-se duas velhinhas, ou dois homens normais, a lutarem através de palmas para serem melhor público num programa. Um deles até podia ter tiques profissionais, por ter sido público no fiel ou infiel, e gritava "porca", "rebarbado", como se tivesse sindroma de Tourette, a meio do programa. No final a "luta" fica descabida e eles são expulsos do cenário. Corte a negro, fade in de ambos a baterem palmas, sentados lado a lado como antes. Param as palmas, abre o plano e estão nas urgências de um hospital, ouve-se o intercomunicador a chamar um nome e eles batem palmas de forma intensa para a pessoa que se levantou. Fim.

Ainda estão muito em bruto, mas gostava de saber se acham que tem pernas para andar, se tem piada e se serve de alguma forma para o trabalho do Eduardo Madeira.

Thnks,

gui

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publicado por João Silva às 15:30 | link do post | comentar | favorito

7 comentários:
De João Silva a 5 de Outubro de 2008 às 15:51
Do que eu percebi, era para ser uma história que se tivesse passado connosco ou alguém próximo, uma situação engraçada real. Se for meio inventada para melhorar a coisa também ninguém deve levar a mal, tendo em conta que o objectivo é o Eduardo Madeira perceber o nosso estilo. Por isso se quiseres descrever isto como situação real, a gente não se descose ;)

Gosto da ideia, com ou sem a segunda cena, acho que pode resultar das duas formas. Veio-me imediatamente à memória o "Goodness, Gracious, Me!" (acho que era "Valha-me Deus!" em português), com as duas velhotas indianas sempre a competirem uma com a outra a ver quem tinha o filho mais viril, preguiçoso, etc.

Para mim o crucial será o que causa a competição. Talvez um deles comece primeiro a bater palmas e o outro começa um pouco a seguir, com mais força e o primeiro toma isso como provocação. O outro entretanto apercebe-se e não quer ficar atrás e dá-se a situação que descreveste. Podiam ser os primeiros a aplaudir de pé e ver-se o resto das pessoas, talvez até os actores no palco se fosse numa peça de teatro em vez de um programa da tarde, desconfortáveis porque já eram palmas a mais e ninguém podia dar o show por terminado. Depois vinha alguém "oficial" pedir-lhes para pararem e eles paravam, mas com muita relutância, tentando sempre bater as palmas uma última vez, mesmo à socapa.


De guifonseca a 5 de Outubro de 2008 às 16:15
A estrutura que escrevi começava com um gajo de headphones (asst de realização) a sentar um novo figurante ao lado de outro que já estava sentado ("ficas aqui, este é o X que já está connosco há muito tempo, apresentem-se"). Percebia-se que ele era novo neste programa e o outro dava o ar de ser profissional e residente ali. Começam a bater palmas e o "old school" está seguro a bater palmas enquanto o outro bate mais nervoso. Param, quando recomeçam o "novo" resolve assobiar, com os dedos na boca, enquanto bate palmas mais entusiástico. Quando param o headphones vem dizer ao "novo" - "fixe, faz isso outra vez quando voltarmos". O "velho" fica lixado e começam a descambar, a bater palmas cada vez mais entusiasticamente, ficando descabido e são expulsos. Depois viria a cena no hospital que tem como objectivo mostrar que eles levam aquilo a sério demais.

A ideia de meterem palmas quando não é preciso é muito fixe, não tinha pensado nisso. E o gajo com tiques à "Fiel ou Infiel", pode vir durante o sketches, alguém que está perto deles, mas isso estragava o seguimento. É melhor esquecer. Se bem que gosto da ideia do Tourette televisivo...

Mas se a ideia é algo que aconteceu connosco vou ficar com isto na gaveta para um sketch ou assim. Vou ter de me hipnotizar e encontrar história engraçadas na minha vida. Ou de outros e roubo-lhes! Muhahaha.

Obrigado, João. Se quiseres depois escrevemos isto juntos.
gui


De João Silva a 5 de Outubro de 2008 às 16:21
Desafio aceite! But do remember, my young padawan... I'm lord Vader! Sir lord Darth Vader! Jeff!


De Miguel Gomes da Costa a 5 de Outubro de 2008 às 17:41
Gosto dessa ideia e pode ser desenvolvida. Acho que cabe mesmo num programa de "sketches" televisivo, explorando a situação em contextos diferentes do quotidiano (imagina-os na Assembleia da República, cantina, sala de espera de um dentista, fila de trânsito). A comicidade consegue-se pelo efeito de repetição (inesperada) ao longo do episódio e pelo reconhecimento dos espectadores - se os actores forem muito bons e as personagens tiverem um contexto sociológico concreto (representarem determinadas classes sociais reconhecíveis pelo espectador), para além de terem espessura e detalhes pessoais bem pensados ("catch phrases", inclusive), também se conseguiria o efeito de reconhecimento afectivo (aquele que leva as pessoas a imitá-los na rua).
Estou a imaginar, por exemplo, uma coisa do género dos velhos dos marretas ou alguns personagens do Fast Show...mas precisa de muito bons actores, do calibre do Nuno Lopes ou do RAP.


De Marta a 5 de Outubro de 2008 às 17:44
Ora então podem começar os três apensar em passar a coisa à prática boa? Juro que assisto às gravações para vos apoiar. Serei o Ming à entrada do estúdio, de mãos dadas virtualmente convosco.


De guifonseca a 5 de Outubro de 2008 às 17:50
Sim começar por este sketch num programa de televisão, habitat natural, e ao longo do programa exploravam-se variações. Duas personagens, pseudo-profissionais de figuração, que combatem a sua dedicação a palmas em diferentes situações...

Isto tresanda a parceria! :D


De Miguel Gomes da Costa a 5 de Outubro de 2008 às 18:48
Temos de fazer uma lista de situações em que há palmas...e depois passar para outras onde não há habitualmente. Para ir explorando ao longo das "seasons".

Ah, ah, aldrabões, isto é bom para encher chouriços!


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