Domingo, 5 de Outubro de 2008
Em Novembro, os americanos serão chamados às urnas para escolher entre o inexperiente Barak Obama e um velho que não consegue levantar os braços à altura dos ombros chamado John McCain. Obama é considerado um intelectual elitista do género Latte – ou seja menino copo de leite com café do Quénia do lado do pai. Discursa como um pregador preto, fala como um branco literato e mete medo como um verdadeiro Hussein – o seu nome do meio. Já McCain foi prisioneiro de guerra e tem idade para ter inventado a própria guerra, na altura ainda com paus e pedras. Por isso mesmo, há quem diga que ele é quem está melhor posicionado para travar a guerra do Iraque, a terceira guerra mundial e mesmo a quarta, que como Einstein disse um dia, será com paus e pedras.
O problema reside porém na grande diferença partidária destas eleições: o Partido Democrata através de Obama aposta na esperança, “a última a morrer”, enquanto o Partido Republicano aposta em McCain, o primeiro a finar-se.
Para trás ficou uma luta renhida entre Obama e Hillary Clinton. Por um lado o primeiro negro candidato à presidência e por outro a mulher que casou com o presidente mais negro da história da América... segundo Mónica Lewinsky.
Mas se nas primárias tudo parecia definido – McCain era um republicano desalinhado com cara de defunto e Obama um democrata anti-sistema preto o suficiente para assustar os velhinhos norte-americanos – assim que se passou à campanha propriamente dita, tudo mudou. Os candidatos alteraram o discurso, Obama foi buscar um velho branco para vice-presidente e McCain foi buscar uma cabra, perdão, uma cara linda ao Alaska. Mostrando assim que Obama deveria ter convidado Hillary para número dois. Os americanos ainda estão a sofrer pela impossibilidade de ver Hillary e Pallin a lutar na lama... que é uma campanha nos Estados Unidos da América.
A mudança é a palavra chave destas eleições e há já muitos americanos a pensarem mudar-se para outro país. A esquerda mundial está perplexa: Bush invadiu países, limitou as liberdades individuais e destruí a economia de mercado americana até ao tutano – tudo o que eles gostariam de ter feito e nunca conseguiram. Na verdade, George Bush após dois mandatos em que foi caluniosamente apelidado de fascista, revelou agora a sua verdadeira natureza ao mostrar que no fundo é um marxista-cowboyista, tendo já nacionalizado mais empresas que Hugo Chávez.
O estado da economia americana é caótico. O cenário é tão negro, tão negro, mas tão negro que os americanos estão seriamente a considerar eleger Obama. Para a Casa Branca...
No dia 4 de Novembro, os americanos vão ter que escolher se querem que fique tudo na mesma com McCain, se preferem que tudo mude com Obama ou se deixam os chineses executar a hipoteca e entregam o país à China que não fez um mau trabalho na organização dos Jogos Olímpicos. Afinal, a América não passa de um grande espectáculo.

PS: Era suposto enviarmos este texto para o Roberto por email?


publicado por João Silva às 20:19 | link do post | comentar | favorito

2 comentários:
De Marta a 5 de Outubro de 2008 às 22:57
Era suposto, era. Se não mandaste ainda, fico menos preocupada que ainda não "refiz" o meu.
Café do Quénia do lado do pai é lindo. Alias, como toda a descrição do Obama.


De Mário Calado a 5 de Outubro de 2008 às 23:07
Obrigado


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