Domingo, 05.10.08

Para me estrear no blog, vou postar umas coisicas que tenho no baú chamado Sony Vaio. Levando à risca a regra 'write about what you know', escrevo muito sobre o Benfica. Essa fatalidade que carrego desde pequeno. Penso que não é muito dificil de escrever sobre o Benfica... as piadas sobre o Benfica fazem-se sozinhas.

 

«Privilegiado que sou como adepto do Benfica, não raras vezes tenho a oportunidade (o luxo até) de presenciar belos momentos de mau futebol. Poucos clubes estarão se poderão gabar do mesmo. Talvez só mesmo uma equipa de anões amputados e subnutridos do Iraque tenha proporcionado espectáculos mais tristes e moralmente ambíguos (devo-me rir, devo mostrar consternação?). É claro que o número de mortos por jogo no Iraque desequilibra a balança para o lado deles. Mortos, em jogos do Benfica, até agora só houve um.»

 

 

 

 

«Com a escassez de jogadores símbolo no meu clube, habituei-me a ser um adepto órfão de referências. Cresci com a crença de que cada jogador que fosse mais bronzeado que um paquistanês era, potencialmente, o novo Eusébio. Um dos problemas dos benfiquistas é colocarem a fasquia demasiado alta. Novo Eusébio só houve um. O Eusébio… e quando era novo. Aprendi a não dar o benefício da dúvida, e a estabelecer parâmetros bem mais modestos. Decidi criar, para esses jogadores, uma tabela com metas organizadas de baixo para cima. Qualquer coitado (sim, porque jogar no Benfica é coisa que não desejo nem a um portista) que apareça e que preencha as características de novo Eusébio, coloco-o no estrato mais baixo da tabela: o de novo King. Ou seja, o jogador começa de um índice futebolístico mínimo/negativo. E se for convencendo, vai aos poucos subindo na tabela… de novo King, passa a novo Okunowo, depois a novo Michael Thomas, a novo Mawete Júnior, de novo Sabry a novo Mantorras, e por aí fora, até ao escalão máximo de reconhecimento, que é quando passa a ser tratado pelo nome próprio. Se o jogador chega a esse nível é porque é bonzinho o suficiente para não merecer qualquer cognome. Com este sistema aprendi que sofro muito menos. É que se há casos em que a negação da Eutanásia é cruel, não duvido que o benfiquismo é um deles.»

 

 

 

«Um adepto Benfica aprende a relativizar o valor do dinheiro. Por exemplo, se estiver gravemente doente e precisar de um medicamento que custe 10 euros, regateio com o senhor da farmácia, torço o nariz, faço-me de difícil e procuro alternativas (não há nada que uma canjinha, ou muita bebida, não curem). Mas, se vir um bilhete para o Benfica – Marinhense, a 100 euros (cada parte), para um lugar em que me tenha de baixar para deixar passar os aviões, não penso duas vezes. Essa é uma das razões pelas quais vejo muitos adeptos a pedir a camisola aos jogadores. É que lá em cima ainda faz um friozinho valente… E não vou, de certeza, gastar 10 euros em remédios.»

 

 

 

 

 

 

 

 

PS: Vocês vão cumprir com o limite de linhas de que o Eduardo Madeira falou? Ou vão mandar o limite àquele sítio para onde vai muita gente?

 



publicado por João Silva às 18:48 |
editado por jabcatarino em 25/11/2008 às 21:27link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

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