Quinta-feira, 11.12.08

O sketch dos equipamentos era mais ou menos pensado assim.

Conversa banal, normalinha, e depois não era bem o que se pensava.

Mais ou menos isto, mas em bola.



publicado por Marta às 15:18 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Domingo, 23.11.08

O Mário está no café a ler o jornal. Esteve no jardim das Amoreiras estudar planos e ângulos para o Rodolfo. Agora faz tempo.
O Jorge a uma esquina, espreita. Anda para trás e para a frente em passo lento. Chuta uma pedra, aborrecido. Volta a espreitar.
Do cimo do hotel Amazónia, espreita o vulto do Miguel vestido de preto, dois traços negros debaixo dos olhos.
A Sonia anda ás voltas pelo bairro à procura de lugar para o carro sem saber ainda se valerá a pena parar.
O Gui passa na Artilharia I. Nostálgico, de lágrima teimosa a querer cair, entra na Travessa.
O João andou da Baixa até ali, sem pensar muito no assunto. Está agora perto da porta do Hotel e entra no lobby. O Gui reconhece-o e segue-o.
O Jorge apercebe-se do movimento e avança em passos rápidos, ansioso.
O Miguel desce pela parede do hotel em rappel invertido.
O Francisco, o Tiago e o Erick resolvem "passar por lá, só para ver que se passa".
A Sónia e o Mário entram, descontraídos.

Sentado num dos sofás, porque não desconfiou que tivesse acabado, está o João Piedade. Ao lado, uma resma de trabalhos de casa feitos.
Chego eu, ainda sem saber muito bem se sim, se não, afinal que estou aqui a fazer, isto não tinha acabado? Ah, está cá toda a gente. Não estou (tão) senil.
Não acabou, pois não. O lobby passou só a ser aqui no charco de humor para doze (uma onda ao Jaime) do Sapo.

PS - De qualquer maneira vou ter de me ocupar amanhã por esta hora ou corro o risco de aparecer por ali.



publicado por Marta às 19:11 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Sexta-feira, 10.10.08

E sim, é mais uma reclamação: a distância de segurança entre as pessoas. A distância civilizada de segurança, quero dizer. Quantas vezes é respeitada em filas? A pé ou de carro, é indiferente.

Aprende-se no Dirty Dancing "this is my dancing space, and this is your dancing space". Considerando que nem toda a população aprendeu em pequeno a não estar em cima das pessoas, e grande parte não viu o dirty Dancing, tenta-se dar a entender. Olha-se pelo canto do olho, reviram-se os olhos, arrisca-se um "Importa-se?". O resultado é geralmente nulo.

Meia Lisboa deve saber o meu código MB e que filmes vejo no cinema. Ultimamente adoptei o "Conhecemos este/a senhor/a?" que alterno com o "olha, cresceu-me/te) uma pessoa nas costas". Tem resultado. Mais alternativas? Dá para desenvolver e entrar na série?



publicado por João Silva às 17:43 |
editado por Marta em 08/12/2008 às 13:09link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

É do café, hoje estou assim. Prevejo mais pela tarde fora. À chegada de almoço, é frequente os grupos de almoço cruzarem-se nos torniquetes das portas. Há dois em cada. Quando há a sorte de se reunirem seres civilizados, os que saem usam um, os que entram, o outro. Mas isso, meus amigos, é tão dificil de acontecer... Assim, é diário o embaraço e a atrapalhação. O corre-corre a ver se chegam primeiro para não terem de esperar e ainda o "quero lá saber, pús o cartão primeiro, passo eu!". Achamos que saímos do liceu, mas não. Voltamos constantemente a esse tempo inconsequente. Também acontece nos corredores (que me fazem sentir dentro do "Starwars", às vezes podia jurar que oiço a Marcha Imperial) um grupo em vez de fazer fila, vir em "barreira", obrigando-nos a quase nos espalmarmos contra as paredes para passarem. Tudo isto para partilhar convosco os delírios que me servem de escape. Hoje vinha com uma amiga e em direcção contrária, seis ou sete pessoas em magote. Lá nos encolhemos para que passassem (nem resmungando, nem falando alto percebem, já tentei, trust me). Imaginei que bloqueávamos o corredor. De que forma? Pondo-nos aos saltos de um lado para o outro no mesmo metro quadrado, a cantar "e esta m**** é toda nosssa, allez, allez!" Pronto, divirto-me assim: a imaginar as caras a ver-nos, de saltos, argolas e malas a saltar e a boicotar a passagem para almoço. E pensei: "Com quem vale a pena partilhar isto? Com os 12!" (já contando com a Fátima que não sei se o Jaime cá virá). Dava alguma coisa? Anyone...?



publicado por João Silva às 13:39 |
editado por Marta em 08/12/2008 às 13:08link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Antes de mais preciso de dizer que também eu não sendo mãe ainda, gosto de bebés pequerruchos, cor-de-rosa, de chucha ou beicinho. Arriscaria que gosto mais que muitos dos espécimes que vou descrever, mas isso como tudo, é discutível. Acrescento ainda que é uma observação diária e por isso, um tema a desenvolver. Uma tese, quem sabe...



publicado por João Silva às 12:02 |
editado por Marta em 08/12/2008 às 13:07link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito

Domingo, 05.10.08

Intro: eu não sei se o metropolitano de Lisboa é uma fonte inesgotável de textos humorísticos (dramáticos até). Sei (ou nem isso, julgo) que é uma pelo menos uma bica e que só tentando rir sobrevivo ao dia-a-dia, sobe que sobe, puxa e empurra que para ali vai. Segue uma das possíveis descrições: Desço as escadas da estação e começa. Vejo o ringue a gare. O público os passageiros. Vou chegar ao fim, sei que vou. Respiro fundo e avanço. Sou Ali em Kinshasa, rumble in the jungle. Gente e mais gente. Que corre e se empurra. "Vêm mais depois deste, senhores, para que correm?" arrisco. Não querem saber, têm de caber nas nesgas que encontrarem. Mande-se vir um homem-calçadeira de Tóquio que os faça entrar todos. Mais uma senhora encaixando-se entre as cincos pessoas que já vão de biqueira do sapato à beira do abismo. Ela, carteira e saco. Todos no pedacinho minúsculo que ali havia ainda e lhes dava esperança de vida para além do esmagamento da porta. Ouve-se o apito. Três vezes, como o carteiro, as portas vão fechar. Há os resistentes que insistem e esbarram diariamente com a borracha e o metal. Depois, num lapso facial, mostram que "não faz mal, eu nem queria ir neste" ou "Aah, estava quase, não acredito". Não estava nada quase, mas é preciso manter a dignidade já de si quase nula. Espero então o próximo. Chega e entramos, sou Ali e saltito para não ser pisada - float like a butterfly - mas o rival investe e insiste. A certa altura entro no jogo, levo e dou encontrões e pisadelas - sting like a bee. Não vejo Frazier, mas sinto-me igualmente na selva. Vou chegar lá, sei que sim. Saio na próxima. Sinto-me agora Rocky. Arrasto-me e à mala por entre sacos, corpos, cheiro a cebola. Tomar banho é cada vez mais um direito a que alguns renunciam. E não é um statement, antes fosse. Não custou mais ao Rocky puxar a carroça na neve, que a mim o corpo por este festim de odores, maus tecidos, sapatos cambados e cabelos deslavados. Enquanto os ultrapasso - que é uma ilusão julgar que toda a gente percebe que "com licença" implica que se afaste para deixar passar - vejo-me Rocky desviando-se da carne morta. Esta que evito só não está em ganchos. Tem os pés no chão, mas parece igualmente inanimada. Vejo a saída, finalmente. Mais um obstáculo: uma multidão afunila-se na porta. Querem entrar sem deixar sair. Grito enquanto sou arrastada de volta para dentro "se sairmos, torna-se mais fácil entraaaaar". Ignoram-me, correm já à procura de um lugar que possam roubar a quem, por invalidez, seja mais lento. Faço de novo o caminho da saída e escapo enfim. Imagino lá dentro sobrolhos lancetados de tão inchados que estavam e não deixavam ver. Há agora um corredor a percorrer e um ror de gente com a mesma desenvoltura que os que deixei para trás... Todos se apressam (há mais, tantos mais depois do que já apita lá ao fundo, senhores), correm, atropelam-se, sacos contra as pernas do vizinho. Está implícito que não se pede desculpa nem se chama a atenção. É um acordo entre todos certamente, porque o comportamento é padrão. Aparentemente, faltei nesse dia. Volto a Kinshasa e já oiço "Ali Bum ba yea... Ali Bum ba yea... Ali Bum ba yea". Agradeço o apoio mas não os posso matar todos, faria estardalhaço. O pelotão de fuzilamento está encomendado, mas tarda. Além disso, não tenho tempo. Saltito em cor-de-rosa com tanta calma quanta me é permitida. Chego ao segundo comboio. Nova volta, nova viagem. Há jornais gratuitos espalhados pelo chão. Rocky uma vez mais. Agora no jogging por Filadélfia. Respiro fundo, inspiro, expiro, estou quase a chegar ao fim. Camisola de carapuço e mãos ligadas, continuo. Alguém tem o telefone com mp3 a tocar para toda a carruagem. Inspiro, expiro, cada vez mais rápido. Meia carruagem em fúria. Outra meia, indiferente. Ninguém fala. Inspiro, expiro. Saltito e treino ganchos e directos imaginários. Estamos a chegar. Na estação final, novos atropelos. Agora já sou um pugilista profissional, desvio-me de tudo e todos agilmente, o meu jogo de pés ao passar o torniquete é digno de Cassius Clay. Nasce um campeão em mim. Mas não morrerei no final. Viro Jack La Motta, touro enraivecido, na hora de sair para a luz da manhã. Já no meu destino gritarei do alto das escadas, punhos erguidos e ainda saltitando: "Draagooooo!!!!"



publicado por João Silva às 13:13 |
editado por Marta em 08/12/2008 às 13:00link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito

Ora, estreio-me aqui pelo espaço. Nos comentários já tinha passeado. O wordpress visto aqui por trás é muito jeitoso. Está uma espaço muito bonito, sim senhor. Hm... como é que se muda a letra disto que me sai tudo em comic sans..? Aqui no lava-loiças...? Preciso de dizer (preciso sempre de dizer tanta coisa) que às vezes pensava ser uma espécie de Truman show meets Bridget Jones porque há coisas que acontecem, e penso que toda a gente tem de saber menos eu. Além disso, o embaraço é uma constante na minha vida. Thus, the odd couple.
Se Misha tem parvoíces, terei tolices (cor-de-rosices) para partilhar. As minhas vírgulas são atiradas ao ar e se algumas cairem no sitio certo, tanto melhor. Sei fazer de jarrão muito bem, sei. Às vezes falho, sai ao lado, como se pôde já ver no curso. Mas regra geral sou um Ming exemplar. Os meus textos saem sempre num registo mais crónica, cirtica, gosto-muito-de-Portugal-pena-estar-cheio-de-portugueses. Mas isto passa-me. É para ter outras perspectivase abordagens que estou no curso, verdade? Feita esta apresentação (que eu escrevo como falo) segue já, já, um texto sobre um dos pontos altos (not) do meu dia-a-dia: o metropolitano.


publicado por João Silva às 12:57 |
editado por Marta em 08/12/2008 às 12:59link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

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