Terça-feira, 13.01.09

Esta coisa anda parada... E como eu não sei, mas imagino que tenham saudades de ouvir falar nesse grande meio de transporte que é o metropolitano, deixo-vos a minha mais recente experiência (já publiquei no das crónicas, mas fica aqui para matar saudades vossas, ou vocês minhas... se as tiverem).

 



publicado por Marta às 20:46 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Sábado, 03.01.09

Ai que estou sem tempo mas depois isto passa e perde-se.

Picture it: homem da companhia do gás russa (assim na placa escrito e tudo Companhia de gás da Rússia) à porta da Ucrânica.

- É gás!

Ninguém responde, ninguém abre. Que chatice, já se sabe o que ele quer.

- É gás! - Insiste dando o benefício da dúvida.

Tem de ser têm de abrir que assim o mundo também sabe e acode mais depressa.

A porta abre-se e o homem dirige-se a uma grande torneira. Fecha-a, rodando com as duas mãos. Sela-a com um arame encarnado.

Despede-se e sai.

Só imagens, poucos sonos. Foi o que me ocorreu quando ouvi a notícia mas só agora cá vim marcar o momento.

 

Bom ano para nós!



publicado por Marta às 20:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Quarta-feira, 26.11.08

Ai é? Querem mesmo os textos com que entramos para este curso?

 

Então especialmente para aqueles que não conseguiram entrar, aqueles a quem eu tirei o lugar no último andar do Hotel Amazónia, ponham os olhos nisto e fiquem realmente chateados por ter ficado com o vosso lugar...

 

 

Este texto faz parte da minha insultuosa, vazia e superficialmente pseudo-humoristica colectanea de crónicas que tenho aqui no sapo. Fica o link.

 

Eu jur.. cof... que agora escrevo melhor.

gui



publicado por Guilherme Fonseca às 15:38 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Boa ideia esta de colocar aqui os nossos textos de admissão. Também mudava umas coisas ao meu, claro. Vamos ver é se não nos aparece nenhum dos tais hate mailers que não entraram no curso...



publicado por João Silva às 01:02 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Terça-feira, 25.11.08

... É o que vão pensar. Lembrem-se que foi escrito antes de eu estar habilitado para escrever humor. (Acabo de ter uma ideia para um sketch, neste preciso momento em que escrevo... Restaurante, duas pessoas a conversar naturalmente, de repente uma fica triste, a outra grita desesperada «oh meu deus, há algum humorista na sala?»... e por aí fora).

Acho interessante a ideia de se publicar os textos com que concorremos para o curso. Ao ler o meu penso o quão diferente ele seria se fosse escrito nos dias de hoje (sim, porque Julho foi há séculos atrás). Formalmente seria muito diferente, a estupidez seria a mesma. Não é um texto muito estruturado, é mais um suporte para piadas.

Aviso: É muito idiota. Mesmo.

 



publicado por jabcatarino às 21:18 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Sábado, 08.11.08

Aqui está o texto da dor de garganta

 

Aqui está o audio da dor de garganta



publicado por Le Loup Fou às 13:40 | link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 06.11.08

a países que o pai atacou não dava um sketch?
Uma coisa de rebeldia perante o pai, complexo de Édipo, um caso de burrice aguda, um ataque descarado e repetido numa tentativa de ser como o pai mas longe das montanhas? Hum...? Não...?
Também é uma coisa que por si já é cómica, é verdade... hm...



publicado por Marta às 13:44 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 04.11.08

Um taco de golfe encostado a uma porta nas descida até ao Marquês - agora tudo é instalação, seria mais uma? Não sei, pareceu-me tudo Fellini.



Um homem ébrio, cheio de sacos, cartões e papelões, faz uma invasão selvagem ao banco que ocupo. Discursa o resto do caminho acerca de políticos, pedófilos, pretos. Devia ser dos P's, não vi associação óbvia a não ser o final que era para todos "toneladas por baixo" - whatever that means.

Já no comboio, a senhora à minha frente dormita e cabeceia e eu penso que vou descansar nesta viagem.
Pensei cedo demais. Conversa pseudo-intelectual-romântica-burguesia-falida no comboio das 23h30 é mau, muito mau. Sou brindada por um casal de amigos que mantém o seguinte diálogo (entre outras pérolas idiotas):
"Li um do Chico Buarque..."
Ela interpela-o. Sempre sem o olhar, examinando em vez disso, as próprias mãos:
"Eu acho o Chico Buarque muito excêntrico..."
E ele, meio baralhado:
"O Chico... Buarque...?" ele a tentar que ela raciocinasse...
"Sim, acho-o muito excêntrico"
(parentesis para dizer que a esta altura já eu fervia e me contorcia no lugar)
Ele ainda arrisca:
"Não o acho muito..." e ainda a medo, ousa: "acho o Ney Matogrosso excêntrico..."
Ela mantém-se firme e não acusa o toque:
"Hm... não, o Ney Matogrosso... bom, dá-se o desconto que o senhor já está noutra. Mas o Chico Buarque é muito excêntrico e pessoas excêntricas como ele, não se sentem bem na sua pele"
O-ren Ishii a correr descalça por cima da mesa... zas! Focus Marta, focus, não se pode fazer mal às pessoas.
Ora, eu tive uma professora que lembrava na faculdade, porque tinha razões para isso, que dominar conceitos é fundamental até para uma elementar conversa. Parece-me que aqui não se domina o termo excêntrico.
E pior me parece o amigo que era o género sofá de 3 lugares e foi incapaz de defender Chico, Ney e fosse quem fosse a que ela se referia.
Este país precisa de ser ainda mais maltratado, arrasadoinundado, invadido, retratado, é retratado que eu quero escrever.



publicado por João Silva às 01:12 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 29.10.08
Já se sabe que eu gosto da crítica de costumes, verdade? Vou continuar, portanto.
E hoje o meu objectivo final será o singular que nunca o foi. Passo à dissertação.Imagine-se as amigas (mães e não mães) dos biombos do open space, esse verdadeiro ecossistema urbano, em vésperas de irem a um casamento, baptizado ou outra festança que implique banquete, dança, sapatos a fazer de telefones e gravatas na testa.
A descrição passa sempre pela indumentária dos membros da familia que atenderão o acontecimento. E sempre pelas mesmas fórmulas.
As crias levam vestidinho, sainha, calçãozinho, calcinha, camisinha, camisolinha. Tenham 3 ou 12 anos. Tudo muito no diminutivo para condizer e frisar bem que "isto é os miudos".
Por falar em crianças e baptizados, deixa passar o momento lá-está-ela-cheia-de pena. Dá dó (dá dó é lindo) ver bebés vestidos de cetim creme, como pequenos homenzinhos. Até gravatas levam. Depois é ver as fotos do processo que é vestir-lhe aquilo por cima de fraldas e refegos. Eles, mínimos, agarrados às grades da cama... de gravata... deprimente (não vou dizer coitadinhos, não vou dizer coitadinhos, não vou dizer coitadinhos).
Os maridos levam a calça, que para mim, reina nos singulares criativamente implementados por estas criaturas. A calça cinzenta, vincada, que "o meu Armando gosta da calça vincada".
Elas levam a toilette que faz furor e normalmente não varia muito entre o preto e o "bordó" (sic), vestido longo (sigh) e echarpe (mega sigh). Tudo muito cheio de viscose, nylon, poliester. Cabelo armado e canudos a cair sobre o pescoço completam.
A calça não é só em dias de festa, mas nessas alturas refina.
A armadilha dos singulares que complicam são os ténis. Nota-se sempre a hesitação antes do monumental espalhaço do "Téni".
Next: as modas entre as amigas do biombo (mais uma vez, mães e não mães).


publicado por João Silva às 14:52 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 22.10.08

Quando escrevi o Clube das Mães, a Fátima falou de (mais) uma coisa que as une: os babyblogs.
É verdade. Eu sigo alguns, os de pessoas normais (que eu não conheço) que têm filhos e os vêem como tal. Mas para encontrar estes passei os olhos por alguns (tantos!) outros cheios de posts babados, orgulhosos, exibicionistas.

Os piores para mim são os que são escritos na primeira pessoa. Como se fosse o bebé a falar, estãoa ver? Deprimente, não é? Realizarão que o bebé será um dia uma pessoa, e pasmai-vos, terá uma personalidade, se tudo correr bem, uma maneira própria de falar e escrever até? Que poderá eventualmente vir a ler aquele blog e precisar de psicanálise o resto da vida? Li coisas como "O meu pai é um totó". Escrito pela mãce, ou pelo próprio pai. Tão giros...
Há ainda os não menos patéticos das mãezinhas que se recusam a ser só uma mãe e chamam babyblog a um blog onde põem os seus sapatos, férias a sós com os maridos, o que toda a gente vê ser frustração projectada nos miudos e elas chamam recusar-se a ser mãe a tempo inteiro.
Depois há os das lideres e suas seguidoras. São os mais célebres e concorridos. Mães exemplares, imaculadas (too late, mas elas passam à frente empunhando o estandarte da Ordem da Profissão: Mãe) que sabem tudo assim que nasce o primeiro rebento. Não se atrapalham com uma fralda, um biberão, uma cama para mudar a meio da noite.Os comentários neste segundo tipo de blog lembram-me um espectáculo ao vivo onde o público reage: ri, chora, faz "ooooohhh", "buuuu" ou aplaude todo junto e em conjunto com a autora. Não há troca de ideias, no máximo pedidos de conselho à mestra. Personalidade nestas caixas de comentário, zero.
Os grandes temas que garantem comentários: o parto (pré, pós e, se não puder haver relato online, a descrição do mesmo é obrigatória nos primeiros três dias depois), amamentar e todos passos da evolução da cria: gatinhar, andar falar, comer sozinho. Aquelas coisas que são giras observar normalmente e que nestes blogs perdem a graça porque se tornam competições. Uma exibe o troféu - "já anda!" - e as vencidas, cabisbaixas, invadem a caixa com "parabéns", "ena! tão cedo?! que bom!", "cá em casa ainda estamos atrasados". E assim se rotula toda uma geração que tem no momento 9 meses, de calona.



publicado por João Silva às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

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